Educação Infantil: Compreenda a importância de não pular fases na aprendizagem

Group of kids studying and learning together. Boys and girl reading books and doing homework. Flat style vector illustration isolated on white background.

“Meu filho é muito, mas muito inteligente mesmo! Acredita que ele já lê sem nem estar na primeira série? Acho que ele deveria pular o ‘prézinho’”. Esse é um pensamento comum entre alguns pais que ficam bem entusiasmados com o desenvolvimento de suas crianças. Acabam tendo a ideia de que seria mais proveitoso o filho partir mais cedo da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. O que pode ser um engano.

Acontece que muita gente pensa que a Educação Infantil resume-se a “simplesmente tomar conta da criança”; um trabalho que não exija toda uma seriedade teórica e prática nas atividades realizadas com os pequenos. Entretanto, “na fase de pré-escola, a criança é preparada, tanto do ponto de vista psicomotor, cognitivo e social também”, explica a psicopedagoga Quezia Bombonato.

Para entender melhor os benefícios que a Educação Infantil oferece à criançada, podemos colocar alguns exemplos em evidência, apresentados pela psicopedagoga:

DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

A criança aprende a lidar com os movimentos do seu corpo. Lembra daquela aula de estimulação? Pois é. Dentre outros objetivos, ela ensina como a criança deve se levantar, sentar, pisar e outras ações sem prejudicar a própria saúde. Aprende ainda movimentos ligados à escrita e à pintura, como a pinça.

 

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

A partir daí, tendo esses movimentos trabalhados, já fica mais fácil ela começar a dar os primeiros passos no desenvolvimento cognitivo, pelo qual inicia a familiarização com as letras, por exemplo. Não é à toa que muitas salas de aula possuem um alfabeto bem colorido em suas paredes. Essa forma lúdica estimula a alfabetização.

 

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

“Não podemos esquecer da importância da sociabilidade que é desenvolvida dentro dessa educação infantil. Nela, a criança começa a lidar com trocas, respeitar a presença do outro, a lidar com sensações”, explica Quezia.

Baseada em estudos científicos, a psicopedagoga defende que cada fase do educando tem de ser vivenciada: “Sempre falo às famílias que é importante que a criança esteja com seu grupo etário, onde ela terá seus pares e fará trocas efetivas [de conhecimento]. Pela ansiedade, muitos pais colocam a criança com outras mais velhas; entretanto, ela pode estar pronta em algumas áreas e não em outras. Então, isso gera um sofrimento que pode prejudicar o desenvolvimento integral dela”.

Aliás, a especialista pondera que comparar o desenvolvimento de seus filhos com o de coleguinhas não é uma boa ideia, muitas vezes os pais podem se enganar ao achar que suas crianças estão “à frente”. É possível que o grupo do filho seja mais imaturo. Então, “o melhor pode ser inseri-lo num grupo em que ele se identifique mais, porém não em outro de uma faixa etária maior. Cada caso merece ser avaliado”.

 

ENVOLVIMENTO DOS PAIS

De acordo com Quezia, “na Educação Infantil estão os pilares que vão sustentar todo o desenvolvimento não só na vida acadêmica, mas também como pessoa”. Por isso, é importante que os pais valorizem as atividades que os filhos realizam na pré-escola, de modo a incentivar a aprendizagem deles nessa fase. “Pensar que a criança vai para a escola somente para brincar despretensiosamente até desqualifica o trabalho desenvolvido. Quanto mais a criança sentir que os pais são parceiros neste processo, mais ela se desenvolverá.”

 

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

E claro, não podemos nos esquecer do papel da escola em dar todo o suporte para que a Educação Infantil tenha excelência de qualidade. A psicopedagoga Quezia Bombonato destaca que “em países desenvolvidos, quanto mais nova é a criança, maior é a necessidade de uma preparação mais efetiva, já que se estará determinando a matriz dela. Então, a pedagoga deve ter um bom preparo”.

 

Divulgação Psicopedagoga Quezia Bombonato.

 

1 Comentário

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*